segunda-feira, 1 de junho de 2015

Meio pessoa quase a sério, mas não bem. Meio muita coisa, mas nem bem isso. Meio personagem, mas não tão fixe. Nem tão pouco. Tão sem referente, sem corrente, incoerente. Coerente em tudo isso, Mas só às vezes. A ser das pessoas num caminho para um, E de um no caminho das mãos dadas dos outros. Mais de cruzamentos, e de brisas a que chamo ventos. De mais pontos aleatórios do que de segmentos de recta. E muito mais de planos fodidos do que de planos para amanhã. Não tão fodidos, sequer. Medricas com coragem, e com medo. Aquele estilo meio qualquer coisa. E nem tão poucos planos, Entre o pouco a sério, os sonhos e o a sério. Mais ou menos qualquer coisa. Cada vez menos dúvida de que na dúvida está o conforto. E mais verdade. No conforto de se ser mais ou menos qualquer coisa.
Sempre que quiseres, por mais tempo que passe. Por mais merdas que passem, por mais fodas que passem. É só rodar a maçaneta, que esta porta não tem trinco. Tudo o que é especial tem um espaço próprio, só que normalmente é relativamente elástico. O teu só é elástico para fora, por mais merdas e mais fodas. Alarga, só, todo para ti... E nunca encolhe, o que é até um bocado indecente, porque às vezes ameaça. Portanto, sempre que quiseres: Empurras a porta, fodes-me um bocado, em todos os sentidos, se possível, já que é garantido que me fodas pelo menos a cabeça, no que simbolicamente se representa por coração. Depois vais embora, sem dizer grandes coisas, como de costume, mas é na boa, que por aqui parece que ainda vais ter espaço para voltares com mais uma palavra dessa conversa que nunca passa do meio. Então até à próxima, visto que este elástico nunca mais "rebenta a bolha".